domingo, 31 de outubro de 2010

O naufrágio do Tucanic

Charge tirada do Blog Conversa Afiada
Alguém escuta. Espera. Prende
o fôlego, bem perto,
aqui. E diz: aquele que fala sou eu.

[...]
Não há ninguém aqui além
de quem diz: só pode ser eu.
Eu espero, prendo o fôlego,
escuto. O ruído ao longe

nos ouvidos, essas antenas
de carne tenra, nada significa.
É apenas o sangue

que bate nas veias.
Esperei muito tempo,
com o fôlego preso.
(ENZENBERGER, Hans Magnus. O naufrágio do Titanic: uma comédia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Canto primeiro: Alguém escuta)

Um comentário:

  1. "O início do fim é sempre discreto". Um abraço do não-eleitor aqui do Zé Serra, cabisbaixo e inconsolável candidato,
    que foi derrotado depois de abandonar o próprio navio. A troca com trôco, foi do certo ao duvidoso. O seu Zé perdeu a eleição.
    Tia Dilma vai ser mamãe. De um monte de filhinhos que se recusaram a adotar o pai patrão, parabéns imãozinhos e companheiros pela aquisição da liberdade, ainda que tardia.

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