terça-feira, 8 de junho de 2010

A saturação do amor - III

Chegamos ao fim da série. Na verdade, o que tentei fazer nos dois posts sobre a saturação do amor foi apontar a instabilidade e fragilidade dos laços humanos. Somos seres contraditórios, e isso não é totalmente ruim. As contradições geram dúvidas e estas proporcionam o aprimoramento dos indivíduos.

Em tempos de desorientação, devemos reconhecer algumas coisas. A primeira delas é que, no mundo moderno, o indivíduo é a medida de todas as coisas, é o centro do entendimento, é o indivíduo que se faz por si, constrói a si mesmo, é livre e ao mesmo tempo determinado. Depois, diante desse individualismo, o amor enquanto objeto simbólico encontra-se apagado. ofuscado. Existe uma dificuldade de se entregar ao outro.
Mas eu acredito, sinceramente, que a música Under Pressure, composta e interpretada por David Bowie - além da versão encantadora de Freddie Mercury - representa o meu parecer final desta série:

A insanidade sorri; sob pressão nós estamos pirando
E não podemos nos dar mais uma chance.
Por que não podemos dar ao amor mais uma chance?
Por que não podemos dar amor ...?
Porque amor é uma palavra tão fora de moda
E o amor desafia você a cuidar
Das pessoas no limite da noite
E o amor desafia você a mudar nosso modo de
Cuidar de nós mesmos
Esta é nossa última dança
Esta é nossa última dança
Trata-se de nós mesmos
Sob pressão
Sob pressão
Pressão.

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