Tem dias que acordo com uma tendência quase anarquista (enquanto corrente filosófica). Hoje é um desses dias. Em tempos de indignação, a maior inconformidade é referente ao conhecimento, pois até este foi engolido pelo mercado. Em linhas gerais, o conhecimento também é uma mercadoria.
Às vezes fico pensando que o conhecimento tinha outro valor antes da lógica do capital se estabelecer de vez. Conhecer a natureza (e o tempo), a vida, os símbolos da sociedade à que se pertence, os conflitos... Tudo era muito mais importante, fazia muito mais sentido para o homem. E realmente penso que isso é o que, de fato, é válido para nós. E então os anos passaram, e desde então, com a divisão e "flexibilidade" do trabalho, é necessário um tipo de conhecimento que requer condições econômicas, a exemplo dos diversos cursos que um sujeito abstrato (o mercado) exige, GARANTINDO retorno, o que é uma grande ilusão. Comprar este conhecimento - isso quando realmente podemos afirmar que haverá um aprendizado - é como se estivéssemos nos preparando para o sucesso. Quer dizer, não se deve conhecer o fracasso, as dificuldades. O importante é estar sempre bem e não conhecer as maldades do sistema capitalista. Mas Gariel, o Pensador já nos alertou que "aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá".
Por uma questão ideológica, não sigo esta tendência. No entanto, o desejo por aumentar o meu conhecimento tem um preço, e é altíssimo. E eu não posso pagar para tê-lo e me aprimorar enquanto ser humano. Isso é revoltante. E reconheço que, enquanto busco isso, tem gente tentando conseguir um trocado para comer, e isso me deixa ainda mais idignada com a espécie de sociedade que construímos; para ser sincera, chega a me dar asco.
Agora é assim: quem desejar saber que pague. Quer um estudo diferenciado? Pague. Quer conhecer o universo da informática? Pague. Quer aprender um novo idioma, um instrumento, uma forma nova de pintar guardanapos? Pague. Quer ouvir a orquestra sinfônica, ler um livro (seja de vampiros mequetrefes ou de quetsionamentos reflexivos), conhecer melhor a si mesmo com alguém que estudou anos o pensamento do homem? Pague. Pagar é poder.
Às vezes fico pensando que o conhecimento tinha outro valor antes da lógica do capital se estabelecer de vez. Conhecer a natureza (e o tempo), a vida, os símbolos da sociedade à que se pertence, os conflitos... Tudo era muito mais importante, fazia muito mais sentido para o homem. E realmente penso que isso é o que, de fato, é válido para nós. E então os anos passaram, e desde então, com a divisão e "flexibilidade" do trabalho, é necessário um tipo de conhecimento que requer condições econômicas, a exemplo dos diversos cursos que um sujeito abstrato (o mercado) exige, GARANTINDO retorno, o que é uma grande ilusão. Comprar este conhecimento - isso quando realmente podemos afirmar que haverá um aprendizado - é como se estivéssemos nos preparando para o sucesso. Quer dizer, não se deve conhecer o fracasso, as dificuldades. O importante é estar sempre bem e não conhecer as maldades do sistema capitalista. Mas Gariel, o Pensador já nos alertou que "aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá".
Por uma questão ideológica, não sigo esta tendência. No entanto, o desejo por aumentar o meu conhecimento tem um preço, e é altíssimo. E eu não posso pagar para tê-lo e me aprimorar enquanto ser humano. Isso é revoltante. E reconheço que, enquanto busco isso, tem gente tentando conseguir um trocado para comer, e isso me deixa ainda mais idignada com a espécie de sociedade que construímos; para ser sincera, chega a me dar asco.
Agora é assim: quem desejar saber que pague. Quer um estudo diferenciado? Pague. Quer conhecer o universo da informática? Pague. Quer aprender um novo idioma, um instrumento, uma forma nova de pintar guardanapos? Pague. Quer ouvir a orquestra sinfônica, ler um livro (seja de vampiros mequetrefes ou de quetsionamentos reflexivos), conhecer melhor a si mesmo com alguém que estudou anos o pensamento do homem? Pague. Pagar é poder.
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