quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma nova introdução

Estava tudo certo para o BOOM. Quer dizer, estava garantido que nos confins de um lugar que se julga moderno e inovador surgiria aquela que viria descontruir a realidade. Iconoclasta? Desprovida de bom senso? Não se sabe ao certo. O fato é que o pouco que havia escrito (um esboço) seria eliminado da pior forma: com apenas um clique. Por quê? Simples: porque a proposta da modernidade é construir para destruir, erguer para colocar abaixo logo em seguida. Resumindo: começar novamente. Faltou coragem para tal ato.
Quão grande foi sua surpresa ao ver que um único ser havia deixado rastros naquilo que já era considerado passado. Mas, por respeito e com a finalidade de preservar a memória, não teve uma atitude extremamente comum dos enquadrados nos padrões modernos: não deletou para digitar.
Mas que tudo isso significa então? Outra vez a resposta é simples: que ela - considerada A ELEITA - está mais viva e disposta do que nunca a desconstruir tudo aquilo que ousar a barrar seus pensamentos, seus gestos, seu próprio ser.

Um comentário:

  1. As orquídeas, aquelas mais remotas que vivem no alto de uma montanha, são as mais raras e mais esquecidas. Mesmo assim provam com sua beleza que não são abandonadas, mesmo que sejam banhadas por uma única gota de orvalho, eu... Obrigado pela dedicatória. Precisamos aquecer nossas idéias de alguma forma. Meu msn: henriqueguitar@hotmail.com

    ResponderExcluir