domingo, 9 de maio de 2010

Enigmas do século XX

Esta sociedade que vivemos, a capitalista, é muito criativa. Tal é o ponto de criatividade que chego a ficar assustada quando descubro mais uma grande sacada de gênio, esperando, na verdade, a próxima cilada do destino.
É incrível - e absurdo! - que o capital consiga controlar a vida de todos. É tão ditatorial quanto um próprio regime militar. Consegue se adaptar a quase todas as mudanças. Sua flexibilidade faz com que, mesmo num período de crise, ele se sobressaia a tudo. Mesmo quando muitos estão morrendo, estão desesperados, estão na condição desumana da própria existência do ser, o capital consegue se fazer mais valorizado. Exemplo disso está no documentário The Corporation.
Há uma conexão interessante entre a ascensão do Fascismo na Europa e a consciência dos extremistas sobre o poder corporativo, pois há uma percepção de que o fascimo cresceu na Europa com a ajuda de grandes corporações.
Mussolini era admirado em todos os segmentos. Os empresários o adoravam, os investimentos subiram. Quando Hitler assumiu o poder, o mesmo aconteceu na Alemanha. Os investimentos subiram lá. Ele controlava os trabalhadores. Ele se livrou dos esquerdistas perigosos. As oportunidades de investimento melhoraram. Não havia problemas. São países maravilhosos.
Uma das maiores histórias não contadas do século XX foi o conluio entre empresas, sobretudo americanas, e a Alemanha nazista. Primeiro, como as corporações americanas ajudaram a reconstruir a Alemanha e apoiaram o regime nazista. Quando a guerra começou, acharam um modo de manter tudo funcionando. A General Motors manteve a venda do Opal. A Ford manteve suas operações.
Empresas como a Coca-Cola não podiam manter a venda da Coca-Cola. Então, eles inventaram a Fanta Laranja para os alemães. Foi assim que a Coca manteve seus lucros. Quando você bebe Fanta Laranja, é a bebida nazista criada para a Coca continuar faturando enquanto milhões morriam.
Quando Hitler assumiu o poder em 1933, seu objetivo era destruir os judeus. Era uma atividade tão vasta que precisava de computadores. Mas não havia computadores em 1933. O que existia eram os cartões perfurados da IBM que controlava as informações segundo os furos no cartão. Não existia software pronto como existe hoje. Cada aplicativo era personalizado. Um engenheiro o configurava pessoalmente. Milhões de pessoas de todas as religiões, nacionalidades e características passaram pelos campos de concentração. Era um extraordinário programa de gestão de tráfego que exigia um sistema da IBM em todas as ferrovias e nos campos de concentração.
Não importa o que está acontecendo no mundo. Alguém precisa e deve manter o capital em circulação para que o modo de produção capitalista possa continuar existindo.

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