
A educação bancária é o que há de mais perverso. Desde cedo crianças são introduzidas na lógica mercantil e competitiva. Os pais matriculam seus filhos no judô, no inglês, na informática e na natação não por serem práticas saudáveis e fontes de conhecimento (este é o segundo plano), mas realmente para criar uma agenda de adulto e fazer a criança entender desde cedo que as coisas funcionam assim. Uma criança com tantos afazeres não faz o básico que caracteriza a infância: ela não brinca.
Se esta realidade concerne às famílias favorecidas economicamente, por outro lado, as crianças que enfrentam a luta diária da desigualdade e dos problemas sociais estruturais também não têm infância porque são inseridas no mundo do trabalho muito precocemente.
Então a pergunta é: existe infância, ela se perdeu ou se adaptou às várias realidades existentes e ninguém a percebeu ainda?
Se esta realidade concerne às famílias favorecidas economicamente, por outro lado, as crianças que enfrentam a luta diária da desigualdade e dos problemas sociais estruturais também não têm infância porque são inseridas no mundo do trabalho muito precocemente.
Então a pergunta é: existe infância, ela se perdeu ou se adaptou às várias realidades existentes e ninguém a percebeu ainda?