quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pensei que este fosse o fim

Eu sei. Outros também pensaram. Se eu fosse um marinheiro, diria que o mar estava num período de ressaca, mas como não levo uma vida marítima assídua, não preciso procurar justificativas para tamanha ausência. Afinal, o eterno Freddie já disse uma vez que "o show tem que continuar". Por isso estou de volta, não sei por quanto tempo. Como eu sempre digo, um dia eu deixarei registrado aqui o último pensamento.
Mas volto em detrimento de algumas situações. Primeiro porque eu nunca pensei em abandonar as produções, mas estava focada em outras coisas, produzindo em outros lugares, com outros objetivos. Segundo porque os meus amigos Deivid e Ricardo comentaram recentemente que sentem falta de ver algo aqui, o que já me deixou contente. Terceiro porque eu estava lendo as postagens do blog Por uma porta iconoclasta do Roni e aí realmente foi o ápice da minha decisão em voltar. Agradeço a eles por isso.
Há uns dias recebi um e-mail da minha amiga Karina e pensei que este e-mail seria uma das possíveis formas de recomeçar por aqui. O cartunista Quino, autor da Mafalda, totalmente desiludido com os rumos e possibilidades que estamos sendo conduzidos em relação a valores e educação, deixou impresso o seu sentimento:













Particularmente achei um barato, mas vale a pena repetir - e lembrar! - que estes rumos são produtos condicionados por nós, os agentes e atores sociais. É estúpido generalizar escrevendo "nós" como se estivesse me referindo a todos, mas é válido supor que esses são os produtos (ou resultados) dominantes, que imperam. São frutos de ações conscientes e também inconscientes. Da mesma forma que se alimenta um modo de produção como o nosso, alimenta-se suas esferas num sentido similar, para que elas sejam, no mínimo, coerentes com a engrenagem maior do sistema.

Um comentário:

  1. Eu sabia que ainda seria recompensado por não "desfavoritar" seu blog, mesmo com o longo hiato...rsrs
    Ótima volta!
    bjo!

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